Esta era a casinha das transmissões de Quicabo -tinha 2 postos de radio -centro cripto e armazem de materiais de transmissões.
Aqui se viveram horas Dramáticas e horas Felizes, o stress era enorme!
Aqui se viveram horas Dramáticas e horas Felizes, o stress era enorme!
Era aqui que meu irmão estava?????
Era sim amiga, a maior parte das horas, fosse dia ou noite, era aqui que se sabiam as boas ou más noticias,muito se chorou e riu dentro desta casota!
Era aqui sim,, eu e o seu irmão fizemos aqui serviço durante 14 meses, eu ainda fui a algumas colunas ele não, ele quando não estava de serviço arranjava relógios, havia grande camaradagem entre todos, fez-se tanta coisa engraçada que levaria muito tempo a enumerar, éramos todos amigos alguns nunca mais soube nada deles e outros já partiram o seu irmão é um dos partiram tenho pena era um grande amigo, assim como o Gama e o Palha Deus lhes dê o eterno descanso.
Muito agradecida pelas vossas palavras...É tão bom ouvir falar do meu irmão com carinho...Ele era uma pessoa muito especial , para mim um orgulho meu mano mais velho... bj
No dia 24 de Dezembro de 1966 passamos nesta casinha um maravilhoso Natal. O amigo Palha tinha boa mão para a cozinha.Todos, incluindo o saudoso Gaspar, passamos a noite divertida e a falar das nossas família e para afogarmos as saudades, a cerveja Cuca encarregou-se de nos pôr bem dispostos. Passa o tempo mas fica a saudade dos tempos idos!





É verdade Manuel Costa mesmo isolados no mato a cerca duns 50 kms da povoação mais próxima Caxito o pelotão de transmissões fez uma grande ceia de Natal nessa noite de 24 de Dezembro de 1966, foram 2 cabritos e 20 frangos que se compraram no Caxito regados com 10 grades de cerveja, e é como dizes o Palha temperou bem ele já trabalhava na indústria hoteleira antes da tropa e foi tudo assado no forno pelo padeiro que fazia o pão em Quicabo o nosso colega condutor já falecido António José da Conceição Neves a quem chamávamos o Padeiro e também o Setúbal (que Deus o tenha a seu lado assim como ao Palha, Gaspar e Gama) só que ele por malandrice espetou com uma carrada de piri piri naquilo tudo, ficou óptimo mas com tanto picante que ficávamos com os lábios doridos, resultado andávamos sempre a beber cerveja, nem queiram saber o resultado, ninguém escapou a uma grande piela, eu acho que nunca apanhei na vida uma osga tão grande, só foi pena uma coisa ficamos sem fotos o Gaspar tirou muitas mas o rolo não rodou e no outro dia é que vimos, deve ter sido provocado pela cerveja. foi uma festa de arromba que nunca esquecerei até ao fim da vida por ser no sítio onde foi,até o nosso comandante de companhia Capitão Mota que não era pessoa muito dada a brincadeiras nunca deixando pôr o pé na argola a ninguém, esteve lá ao pé de nós e via-se que também ele estava contente por nós o estarmos. Resolvi contar esta história que faz parte das minhas recordações da guerra colonial, porque o Viana falou aqui nela e porque eu já mais a esquecerei. um abraço a todos os camaradas de todo o Batalhão venham comentários.
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